

Sem o alvará, palco e iluminação de correria, cinco extensões plugadas, no gógó mesmo, foi 'REALIZADO' o Prote(x)to poético na praça da prefeitura. Árduo e lento é o processo de transformação cultural de uma sociedade já enterrada no lodo da ignorância, mas se existe uma expectativa para a mudança, esta está longe das críticas oriundas de estagnados; está longe, bem longe dos hipócritas sociais, aqueles que não se definem na sociedade; e muito mais distante dos que promovem o movimento contrário à ação coletiva, protelando diabolicamente nossos atos num absurdo burocrático desnecessário; longe também do pensamento individualista, egocentrista, umbiguista, capitalista que urde por aqui.
Ao Júnior, um recado: você já ouviu falar no princípio da eficiência? Este é um instituto que sendo obrigação de um ente público como você, faz parte do dia a dia dos meus atos com naturalidade e esta sua protelação injustificada no cumprimento do que se comprometera fez me perdê-lo. Em uma próxima, solicito de você a hombridade necessária a alguém que se ocupa do cargo de diretor de cultura. Sê célere que tempo não está a nosso favor, eu não sou do fênix e não tenho tempo nem 'saco' mais. Certo?
Se eu esperava mais? Não. Se estou satisfeito? Sim, pois a ação que se principiou no movimento começa a seguir sua trajetória rumo a uma consciência racional e solidária para com a nossa cultura.
Grato aos que ajudaram, compareceram e compreenderam a idéia da mudança necessária em nós para mudarmos o nosso meio e convivermos harmoniosamente com a cultura para que a vida tenha qualidade.
Desculpem me os que imaginavam um evento a' lá Murilo; nós, como dito, não temos lucros em espécie ou material, não somos partidários e somos pobres de dinheiro. No entanto nossa disposição é ativa e em prol da atitude de agir e não deixar que entraves burocráticos e repressores tanto do estado quanto da elite incomodada nos desanimem.
O próximo ato começa agora. Unamo-nos!
Auro Sérgio