Nós, homens livres e conscientes de nosso papel na sociedade, observadores do belo, cantadores de coisas, contadores de letras e sonhos. Nós, os poetas que morreram na carne, mas que nunca morrerão na alma grande que possuem e principalmente nós, os que hoje ainda persistem em andar por aí a dizer versos a amada, a cantar o patriotismo, a instigar infinitivamente a sensibilidade no século da materialidade repulsiva e do individualismo capitalista. Salve esses corações corajosos.
Nós, pois falo por todos que sofrem a indiosincrasia desumana do preconceito, da esteriotipagem, da exclusão, da rejeição e de toda à sorte de pelejas que só insistem em existir por que existe uma maioria ignorante que desconhece o sentido de um verso.
Aos brucutus gananciosos e miseráveis que passam a vida juntando dinheiro e desgraça . Aos governantes insidiosos e cegos por conveniência. Aos pobres de saber, escravos de si mesmos e aos demais que, coitados, desconhecem Drummond ou Piva.
Atenção!!!
Nós, banhados na razão da beleza e apoiados nos liames da harmonia coletiva, resolvemos materializar nossa indignação diante do opressor. Aqui, nossos versos vão romper o estribo desses surdos que negam nossa presença e aqui, solo sagrado, pulsaremos nos corações dos que persistem na frieza diante da miserabilidade que os cerca dia após noite, indiferentes às sensações.
Cantaremos, é isso que faremos, esta é nossa arte. Pura e simplesmente cantaremos.
Aos amplificadores ambulantes de lixos fônicos, atordoadores do equilíbrio até. Isso a que chamam música não passa de barulho enjoativo.
Fora estupradores de ouvidos!!!
É por estarmos com cólicas cerebrais já e antes que as atitudes trespassem nossa sanidade decidimos agir, eis nosso canto.

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Prote(x)to Poético































Sem o alvará, palco e iluminação de correria, cinco extensões plugadas, no gógó mesmo, foi 'REALIZADO' o Prote(x)to poético na praça da prefeitura. Árduo e lento é o processo de transformação cultural de uma sociedade já enterrada no lodo da ignorância, mas se existe uma expectativa para a mudança, esta está longe das críticas oriundas de estagnados; está longe, bem longe dos hipócritas sociais, aqueles que não se definem na sociedade; e muito mais distante dos que promovem o movimento contrário à ação coletiva, protelando diabolicamente nossos atos num absurdo burocrático desnecessário; longe também do pensamento individualista, egocentrista, umbiguista, capitalista que urde por aqui.
Ao Júnior, um recado: você já ouviu falar no princípio da eficiência? Este é um instituto que sendo obrigação de um ente público como você, faz parte do dia a dia dos meus atos com naturalidade e esta sua protelação injustificada no cumprimento do que se comprometera fez me perdê-lo. Em uma próxima, solicito de você a hombridade necessária a alguém que se ocupa do cargo de diretor de cultura. Sê célere que tempo não está a nosso favor, eu não sou do fênix e não tenho tempo nem 'saco' mais. Certo?
Se eu esperava mais? Não. Se estou satisfeito? Sim, pois a ação que se principiou no movimento começa a seguir sua trajetória rumo a uma consciência racional e solidária para com a nossa cultura.
Grato aos que ajudaram, compareceram e compreenderam a idéia da mudança necessária em nós para mudarmos o nosso meio e convivermos harmoniosamente com a cultura para que a vida tenha qualidade.
Desculpem me os que imaginavam um evento a' lá Murilo; nós, como dito, não temos lucros em espécie ou material, não somos partidários e somos pobres de dinheiro. No entanto nossa disposição é ativa e em prol da atitude de agir e não deixar que entraves burocráticos e repressores tanto do estado quanto da elite incomodada nos desanimem.
O próximo ato começa agora. Unamo-nos!

Auro Sérgio